Eu estava assistindo um programa ontem no History Channel chamado Alienígenas do Passado, um tema bastante interessante. Baseado no tema eu pude me lembrar da minha viagem feita a Ilha de Pascoa. Realmente é uma viagem enriquecedora, não somente pelas paisagens, mas por todo o mistério que ronda a ilha. Vale muito a pena investir nessa busca de conhecimento e entrar nesse clima de mistério e surpresas.
A ilha de Páscoa é uma ilha da Polinésia oriental, localizada no sul do Oceano Pacífico (27º 09' latitude Sul e 109º 27' longitude Oeste). Está situada a 3.700 km de distância da costa oeste do Chile e sua população é de 3.791 habitantes (censo 2002), 3.304 dos quais vivem na capital Hanga Roa. Famosa por suas enormes estátuas de pedra, faz parte da V Região de Valparaíso, pertencente ao Chile.
Em rapanui, o idioma local, é denominada Rapa Nui ("ilha grande"), Te pito o te henúa ("umbigo do mundo") e Mata ki te rangi ("olhos fixados no céu").
São 118 Km quadrados guarda um grande mistério: Uma exótica população de aproximadamente mil estátuas de pedra, com formas humanas. Como estas estátuas (de 16 a 90 toneladas com até 10 m de altura ) foram esculpidas e transportadas para os diversos recantos da ilha ainda é um enigma a ser desvendado.
Os moais possuíam cabeças muito alongadas, braços pendendo ao longo dos troncos e salientes abdomens. Alguns deles apresentavam pesados blocos de pedra avermelhada (mais de 10 toneladas) sobre as cabeças (pukaos) em formato de chapéus.
A hipótese mais aceita hoje em dia assegura que os moais não representavam deuses, mas sim dirigentes políticos, espirituais e figuras antepassadas de prestígio - detentoras de poder sobrenatural (mana) que protegeria os habitantes da ilha .
Segundo uma lenda, os primeiros habitantes de Rapa Nui desembarcaram na praia de Anakena, vindos de Hiva (Marquesas e Mangareva), chefiados pelo grande soberano Hotu Matua.
As lendas contam detalhes de uma teocracia muito bem estruturada, com classes definida de sacerdotes, escultores, pescadores e agricultores.
Segundo estas lendas, o equilíbrio se rompeu porque a teocracia desviou cada vez mais a mão de obra produtora de alimentos para a construção destas obras gigantescas . Então ocorreu - segundo estas lendas - uma grande batalha entre os Hanau Eepe - orelhas compridas (a teocracia) e os Hanau Momoko ( os trabalhadores ) ao longo do fosso de Poike; tendo como vencedores os Hanau Momoko - orelhas curtas. Como consequência começam a faltar alimentos , pratica-se o canibalismo,e acontece a destruição de muitas obras arquitetônicas. A ilha tornou-se vulnerável e aconteceram muitas incursões escravagistas e uma epidemia de varíola dizimou grande parte da população nativa.
Fonte: http://www.geocities.com/CollegePark/Field/8825/rapanui.html
Já ficou anotado que um dos principais problemas que apresentava o estudo e a interpretação dos "moais" gigantes era o de explicar, de uma maneira racional, o modo de transportar as estátuas desde o lugar de sua construção até o lugar de localização.
Alguns pesquisadores que estudaram o assunto destacaram que os pascoenses podiam ter conhecido, há muitos milhares de anos, a utilização do plano inclinado e de complexos sistemas à base de cangalhas. Os pascoenses ignoram, ou simulam ignorar, alguma explicação que permita ater-nos a interpretações racionais. Dizem que as estátuas foram deslocados por "Mana" o que desconcerta e faz "graça" a todos os cientistas oficiais. De todos os modos, como aponta Francis Maziére: "é estranho que a resposta seja sempre a mesma. A crença no mana é muito importante e generalizada na Polinésia".
Para compreender melhor a idéia, citemos a H. Never Mann: "O mana descansa sobre a seguinte idéia: Tudo o que sobre a terra possui um poder especial é em alguma forma a "cópia" de um modelo criado no outro mundo, seja pelos deuses, no lendário país de Hawaiki, o paraíso, ou seja, pelo contrário, no mundo inferior. É assim que quando, por exemplo, um machado cortava particularmente bem, ou quando uma embarcação indígena (barca de flutuadores ou casco duplo) se "agarrava" muito bem ao mar, a única explicação possível era que em um desses países longínquos existia um machado ou uma embarcação do mesmo tipo, das quais as cópias terrestres derivam seu "mana". Assim o "mana", ainda que pareça manifestar-se espontaneamente, é sempre emprestado".
Vídeo do Programa - Vale muito a pena assistir para quem se interessa pelo assunto.
E você? o que pensa sobre o assunto? Como explicar estes mistérios?



