sábado, 9 de julho de 2016

Indignação


Eu queria, há muito tempo, escrever sobre esse tema, já que o intuito do blog é ser um canal para dissertar sobre pensamentos, fatos, atitudes, etc.
De qualquer modo, não sou nenhuma estudiosa do assunto ou até mesmo tenho formação em psicologia.
Tampouco tenho formação cientifica para fazer qualquer tipo de análise mais profunda do ser humano; mas tenho os fatos.
Estamos vivendo uma época de total superexposição da vida pessoal, da intimidade; onde sempre ter é melhor do que ser. Contudo, as pessoas estão conectadas vinte e quatro horas por dia, exibindo seus corpos, seus bens materiais, seus relacionamentos. O conceito de privacidade mudou. Nesse contexto, pessoas com tendências ao egocentrismo, à vaidade excessiva, à manipulação, à mentira, à sedução sentem-se muito à vontade.
Sabemos que desde os tempos remotos a maldade humana existe.
E sempre me pergunto: até que ponto essa maldade pode ir? Vemos atrocidades realizadas pelo ser humano; e ainda mais hoje nos meios de comunicação e redes sociais, pessoas ferindo outras até com palavras - num momento onde ela apenas precisava de silêncio.
Há milhares de anos toda essa maldade ainda existia, mas a maldade não era difundida, divulgada. Hoje, o ser humano sente-se no direito de opinar livremente sobre a vida de outra pessoa, como se ela mesma fosse a pessoa mais perfeita do mundo. Já dizia um livro clássico: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra.”
É fácil relatarmos os erros dos outros; difícil mesmo é reconhecer os nossos. Ainda é mais fácil quando agimos com maldade. Culpar o diabo, o demônio, o Lúcifer ou como quiser chamá-lo. Sim, temos essa covarde audácia de transferir os nossos atos para outros. O mais difícil é assumir que temos responsabilidades sobre os nossos atos e que todo ser humano tem o lado bom e mal.
Não é nenhum assunto novo mas, realmente, nesta semana, diante de fatos, eu realmente fiquei indignada com tamanha falta de consideração de algumas pessoas.  A internet virou um campo de batalhas desnecessárias, sem fundamentos e cheio de futilidades. As pessoas falam sem sequer pensar que aquelas palavras podem ferir, matar, magoar. Parece que não se colocam no lugar do outro; querem apenas expressar sua mera e inútil opinião destrutiva - e nada mais. Não importando-se com as consequências. Particularmente, nem leio os comentários das notícias - sempre tem aqueles que acham que são donos da verdade. Por sorte, alguns jornais desativaram a função de comentários. Nem sempre é preciso opinar. Parece que, às vezes, nem todos são dotados de um cérebro.
Eu acredito que tudo depende do controle e das atitudes. Temos ainda aquele ser humano extremamente maldoso, mas que se disfarça tão bem, que ele consegue enganar a mais astuta pessoa e até mesmo profissionais que estudam anos à fio para reconhecer mentirosos. A pessoa tem um talento nato para mentir, enganar e fazer com que acreditem que ela seja uma pessoa que ela não é. Essas pessoas são chamadas de psicopatas, mas este é um outro post que falaremos.
E você, já cansou da maldade humana exagerada e divulgada?
Liberdade de expressão ou falta de respeito?



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